Guia da Paciente


Dr. Fernando M. Santanna realizando uma
Embolização de Mioma Uterino

Introdução:

Miomas ou fibromas, são tumores benignos (não cancerosos) do útero.
No entanto, eles têm um suprimento sangüíneo muito abundante, podendo causar dor e sangramento ginecológico. Nos últimos anos, foi criado um novo tratamento, que consiste em bloquear o fluxo sangüíneo das pequenas artérias que levam o sangue que alimenta os miomas. Isto leva a uma parada da hemorragia ginecológica e também a uma redução no tamanho dos miomas.

Este tratamento pode evitar, em um grande número de casos, procedimentos mais agressivos como uma miomectomia (cirurgia de retirada dos miomas) ou uma histerectomia (retirada do útero). A parte sadia do útero continuará a receber sangue por outras artérias.

Um dos tratamentos mais efetivos para corrigir sangramentos de origem ginecológica, consiste em cortar o fluxo de sangue para o local de origem do sangramento. Este tratamento é conhecido por “embolização”. Ele é executado por um médico radiologista intervencionista, que utiliza um finíssimo tubo (cateter) que é introduzido e usado para bloquear a artéria que está levando sangue para o local da hemorragia, Após as artérias serem bloqueadas, a hemorragia para progressivamente.

Se os miomas são a causa da hemorragia e o seu suprimento de sangue é cortado, eles tendem a diminuir significativamente de tamanho.
 

Como é feito:

Antes da paciente ser internada um médico de nossa equipe irá fazer sua avaliação, que inclui um ultra-sonografia e/ou ressonância magnética do útero e ovários, para que os resultados futuros de seu tratamento possam ser avaliados.

Aproximadamente duas horas antes do procedimento um enfermeira vai pegar sua veia, colocar um soro e aplicar medicação antibiótica, analgésica e sedativa. A seguir será colocada uma sonda para recolher a urina. Depois você será levada para a sala de radiologia digital onde será feita uma analgesia peri-dural e em seguida o radiologista auxiliado pelo ginecologista vai iniciar o procedimento.

Existe uma grande artéria que passa próxima à sua virilha. O radiologista desinfeta a pele sobre a região onde passa esta artéria e faz uma pequena injeção de anestésico local. Após esta anestesia, uma agulha é colocada no local e através dela um finíssimo tubo de plástico (cateter) é introduzido.

Visão do cateter introduzido através da artéria femural, chegando até a artéria que irriga o mioma.

Se orientando por uma televisão ligada ao equipamento de radiologia, o médico guia o cateter até a artéria que leva sangue para o útero e os miomas. Através deste cateter, são injetadas bolinhas microscópicas, de um plástico especial para uso biológico, que vão se alojar nas artérias que levam sangue para os miomas, interrompendo o seu fluxo. Durante este processo também é injetado contraste radiológico que poderá fazer você sentir uma sensação ocasional de calor.

Visão em detalhe da embolização do mioma.

Quando o procedimento é terminado, o radiologista retira o cateter e faz uma compressão do local, da mesma maneira que é feita quando se aplica uma injeção na veia. Após terminar esta compressão, você será levada para seu quarto. Nele, você deverá permanecer de repouso no leito por algumas horas. Durante este tempo você poderá sentar, comer, ler ou assistir televisão. Após dormir na clínica por uma noite, ao acordar pela manhã, geralmente você estará em condições de ter alta.

Após 3 meses, será feita outra ultra-sonografia e/ou ressonância magnética de pelve, para medir quanto ocorreu de redução no volume do útero e dos miomas. Você também deverá fazer seu acompanhamento normal com o seu ginecologista.
 

Anestesia e tratamento da dor:

Durante o procedimento, além da anestesia local que é feita no local da introdução do cateter, você também vai receber medicação analgésica e sedação leve, para assegurar o seu máximo conforto.

Na maior parte das pacientes, nas 10 a 12 horas seguintes ao procedimento, vão surgir cólicas tipo menstruais que seriam fortes caso não tivesse sido feita a analgesia peri-dural e possivelmente algum grau de dor em baixo ventre, devido ao súbito corte no suprimento sangüíneo dos miomas. Isto pode causar um pouco de desconforto, mas serão utilizadas medicações para reduzi-las ao máximo. Na manhã seguinte, normalmente, você estará se sentindo muito melhor e deverá ter alta com prescrição de analgésicos para uso oral.
 

Complicações:

A embolização é um procedimento minimamente invasivo, mas mesmo assim sujeito a possíveis complicações como qualquer procedimento invasivo. As complicações são raras, mas ocasionalmente ocorrem. As mais relevantes são as seguintes:

1- Sangramento ou formação de coágulos no local da passagem do cateter. Se ocorrer sangramento, o tratamento consiste em aplicação de compressão no local e raramente é necessária uma incisão para sutura do vaso. Caso aconteça formação de coágulo, isto é corrigido pela injeção no local de medicações para dissolvê-lo ou muito raramente é feita uma incisão para remoção do coágulo. Pequenas complicações como estas ocorrem em menos de 5% dos casos.

2- Alergia ao contraste – Algumas pessoas podem ser alérgicas ao contraste radiológico. As reações alérgicas podem variar de leves a severas. Estas reações ocorrem em 1 em cada 1.000 pessoas, sendo as reações severas muito raras. Existem disponíveis na sala de radilogia, equipamento e medicações específicas para tratar tais reações.

3- Embolização de outra artéria. Esta é uma situação que pode ocorrer mas é uma possibilidade extremamente rara.

4- Infecção – Pode ocorrer durante o procedimento ou na primeira semana após, quando os miomas estão em processo de degeneração. Esta também é uma complicação extremamente rara. As infecções são tratadas com o uso de antibióticos.
 

Menstruação e fertilidade:

Como o revestimento interno do útero chamado endométrio, não é removido, ele permanece sensível aos estímulos hormonais. Este procedimento não interrompe a menstruação normal. Ele apenas interrompe o sangramento anormal devido aos miomas.

Da mesma forma, tudo indica que o procedimento não afeta a fertilidade. Temos em nosso serviço diversos casos de gestações normais, levadas até o final, em pacientes que sofreram embolização de miomas uterinos pelas mais diversas razões. Por isso, você não deve parar de usar o método anticoncepcional que vinha usando antes do procedimento.
 

Alternativas:

Este procedimento não é o único procedimento para tratamento de sintomas causados por miomas. Existem procedimentos cirúrgicos, como a retirada do útero (histerectomia) ou dos miomas (miomectomia). Também existem medicações que podem parar o sangramento e diminuir o tamanho dos miomas ainda que por apenas algum tempo.

Todas estas alternativas devem ser discutidas com o seu ginecologista. Se você optou por não fazer uma embolização por enquanto, nós estamos aptos a prover todos os procedimentos alternativos existentes.

Se no futuro, você considerar novamente a possibilidade de fazer uma embolização, poderemos avaliá-la e determinar se o procedimento deve ser realizado.
Por favor, sinta-se à vontade para procurar esclarecimento para qualquer dúvida, após ler as informações aqui contidas.
 


Informações:

Centro de Tratamento de Miomas

Rio de Janeiro - São Paulo

Tel: 21 3521-7247 (Rio de Janeiro - RJ)

Tel: 11 3711-7247 (São Paulo - SP)

    Se estiver interessada em saber se é uma boa candidata para se tratar conosco nos envie um e-mail informando seu nome completo, onde mora, sua idade, qual o seu convênio, um resumo de seu histórico médico informando sobre partos, cirurgias realizadas, que tipo de anticoncepcional utiliza, como é sua menstruação e se tem dor abdominal ou cólicas menstruais. Digite também o texto do laudo de sua última ultra-sonografia, seu e-mail de retorno e seus telefones de contato.

E-mail: info@mioma.com.br

ATENÇÃO: Todas as informações contidas nas páginas de nosso site tem
apenas finalidades educacionais, não podendo sob nenhuma hipótese,
substituir uma consulta pessoal com seu médico.

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