Opções de Tratamento

 
 

Alternativas:

Existem várias alternativas para tratamento de miomas e de hemorragias uterinas das mais diversas causas. 

Podem ser divididas em tratamentos medicamentosos e tratamentos cirúrgicos. Os tratamentos cirúrgicos podem ser divididos em tradicionais e minimamente invasivos.


Medicamentosos:

Geralmente à base de hormônios para combater as hemorragias uterinas ou de medicações denominadas agonistas do GnRH, para promover reduções temporárias no tamanho dos miomas.

Tem o inconveniente de apresentar diversas reações colaterais, seus efeitos são transitórios e têm custos elevados. No entanto, para casos específicos, podem ser de utilidade. Geralmente utilizados como paliativos até uma solução mais definitiva.


Cirúrgicos:

Miomectomia:

  • Via abdominal:

Consiste na retirada de um ou mais miomas uterinos através de uma cirurgia em que o abdome é aberto com um corte transversal ou é abordado através de um pequeno orifício de 10 mm, onde é introduzido um instrumento chamado vídeo laparoscópio.

A seguir são feitos cortes no útero onde existirem miomas os retirando. Logo em seguida, é feita uma sutura (costura) no útero onde existiam os miomas.

Visão de uma miomectomia por vídeo laparoscopia

Vantagens: Pode ser realizada em quase todos os hospitais de bom nível do país, pois só exige o uso de equipamentos e materiais já amplamente disponíveis.

Desvantagens: Longo período de recuperação pós operatório e ampla incisão no abdome na cirurgia tradicional. O período de recuperação e as incisões são menores por vídeo laparoscopia. Após 2 anos, recorrência dos miomas em aproximadamente 35% das pacientes. Formação de aderências entre os órgãos da pelve (trompas, ovários, útero e intestinos) podendo levar à dores e infertilidade. Algumas vezes termina levando à retirada do útero durante o ato cirúrgico.

  • Por vídeo histeroscopia:

É a retirada dos miomas sub mucosos (parcialmente dentro da cavidade uterina) ou intra cavitários (totalmente dentro da cavidade uterina) por um instrumento chamado vídeo histeroscópio. É um método muito moderno e que veio permitir a preservação do útero em pacientes que anteriormente teriam necessidade de uma histerectomia.

Visão da cavidade uterina com mioma e a alça do vídeo histeroscópio

Vantagens: É um procedimento minimamente invasivo, que preserva o útero e o potencial reprodutivo da paciente. Muito rápida recuperação pós operatória e volta às atividades de trabalho. Não necessita anestesia geral, podendo ser feita sob bloqueio peri-dural.

Desvantagens: Necessita cirurgião com treinamento muito especializado e equipamento só disponíveis em pequeno percentual dos hospitais do país.

 


Histerectomia:

Visão de uma histerectomia abdominal

É a retirada do útero, que pode ser total, quando se retira o corpo e colo do útero ou sub total, quando só o corpo é retirado.

Na maioria das vezes é feita através de uma incisão no abdome, por onde se retira o útero (histerectomia abdominal). Em alguns casos também pode ser feita através de uma incisão na vagina, por onde se retira o útero (histerectomia vaginal). Uma outra abordagem, é a histerectomia por vídeo laparoscopia onde a cirurgia é realizada por pequenos orifícios de 5 a 10 mm no abdome e a retirada do útero é feita pela vagina.

Às vezes esta cirurgia é acompanhada da retirada dos ovários e trompas (histerectomia total com anexectomia bilateral).

 

  • Quando uma histerectomia é necessária?

Em raros casos, uma histerectomia pode ser a única opção para se salvar a vida de uma paciente. Tais situações geralmente requerem uma histerectomia, porque não existe nenhum tratamento alternativo que possa resolver o problema.

  • Câncer ou patologias pré cancerosas do útero.
  • Câncer dos ovários.
  • Hemorragia incontrolável no pós parto.
  • Infecção pélvica severa.

 

  • Quais são os efeitos colaterais de uma histerectomia?

O Colégio Norte Americano de Obstetras e Ginecologistas estima que 25 a 50% das pacientes submetidas a uma histerectomia terão uma ou mais complicações, embora de pequeno porte ou reversíveis.

Em primeiro lugar, uma histerectomia encerra a possibilidade de uma mulher ter filhos. Outras complicações incluem: lesões ao intestino, à bexiga, ureteres (fino tubo que liga o rim à bexiga, levando a urina), sangramento vaginal, infecção, dor pélvica crônica e diminuição da resposta sexual.

Como qualquer outro tipo de cirurgia, a histerectomia pode levar a riscos maiores como: 500 mulheres morrem a cada ano, devido a uma histerectomia nos EUA.

O útero também produz uma substância chamada prostaciclina, que é resposável pela inibição da formação de coágulos sanguíneos. Em virtude disto, a remoção do útero pode deixar a mulher mais sujeita a ter tromboses e pode ser um fator de aumento do risco de um enfarte.

Se os ovários são retirados, a mulher perde sua fonte do hormônio feminino estrogênio. As mulheres que não podem se submeter a terapia de reposição hormonal, terão uma menopausa instantânea e terão uma chance aumentada de desenvolver osteoporose e enfartes cardíacos.

Mesmo entre as pacientes que não tiveram seus ovários retirados, muitas mulheres relatam sintomas como: fadiga, ganho de peso, dores articulares, alterações urinárias e depressão, após uma histerectomia.

 


Cirurgia do Endométrio:

  • Redução endometrial:

É realizada para tratamento do sangramento uterino anormal, onde não se encontra nenhuma justificativa anatômica, como por exemplo um mioma.

Utiliza-se um vídeo histeroscópio cirúrgico, provido de uma alça metálica com o formato de um "U", conectada a um gerador eletrocirúrgico de alta freqüência. Esta alça será energizada com radiofreqüência de alta intensidade (parecida com a micro onda dos fornos domésticos), o que vai proporcionar corte e coagulação precisos do endométrio.

Com estes instrumentos, o endométrio é retirado em quase toda a extensão da cavidade uterina, parando com o sangramento ginecológico excessivo.

Vantagens: É um procedimento minimamente invasivo, que preserva o útero e o potencial reprodutivo da paciente. Muito rápida recuperação pós operatória e volta às atividades de trabalho. Não necessita anestesia geral, podendo ser feita sob bloqueio peri-dural.

Desvantagens: Necessita cirurgião com treinamento muito especializado e equipamento só disponíveis em pequeno percentual dos hospitais do país.

 


Por favor, sinta-se à vontade para nos contactar e discutir suas dúvidas.

Dispomos em nossos serviços de todas as alternativas aqui apresentadas

 


Informações:

Centro de Tratamento de Miomas

Rio de Janeiro - São Paulo

Tel: 21 3521-7247 (Rio de Janeiro - RJ)

Tel: 11 3711-7247 (São Paulo - SP)

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E-mail: info@mioma.com.br

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